5 formas de aproveitar ao máximo o teu tempo (forçado) dentro de casa
Alguns invernos convidam-te a entrar suavemente. Este pontapeou a porta, fechou-a e disse: "agora moras aqui." Semanas de chuva têm um efeito estranho na mente. Os dias fundem-se uns nos outros. A motivação vai por água abaixo. Até as coisas mais simples começam a parecer estranhamente pesadas. Quando o mundo lá fora se torna inacessível, o mundo cá de dentro fica mais barulhento.
Em vez de lutares contra isso, aqui fica uma abordagem diferente. Cinco formas de trabalhar com este tempo forçado em casa e, talvez, sair disto a sentir-te um pouco mais equilibrado, descansado e reiniciado.
1. Reinicia o teu sistema nervoso (ou seja, pára com o doom-scrolling)
Quando o tempo nos mantém fechados em casa durante longos períodos, o nosso sistema nervoso tende a ficar "frito". Estamos constantemente colados aos telemóveis, notícias sem parar, ruído de fundo constante. O que parece aborrecimento é, muitas vezes, sobrestimulação.
Tenta isto: Baixa as luzes. Desliga as luzes de teto. Põe música instrumental ou sons ambiente suaves. Senta-te num sítio confortável e não faças absolutamente nada durante dez minutos. Sem telemóvel. Sem objetivos. Sem produtividade associada. Isto não é tempo perdido. Também não é meditação. É apenas uma pequena ação que ajuda a reiniciar o teu sistema nervoso. E é surpreendentemente eficaz.
2. Cria um ritual de aromas que dê estrutura ao dia
Quando os dias se misturam e o tempo deixa de fazer sentido, o teu cérebro precisa de pontos de referência. É aqui que a aromaterapia realmente mostra o seu valor. Escolhe aromas diferentes para marcar momentos diferentes do dia.
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Algo fresco e luminoso de manhã, como um Energy Boost.
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Algo que te ligue à terra e foque à tarde, como Blue Sky ou Focus Point.
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Algo suave e calmante à noite, como Chill Mode.
Usado de forma consistente, o cheiro torna-se um sinal. Uma instrução automática para o teu corpo e mente acordarem, focarem-se ou relaxarem. A aromaterapia não serve para "arranjar" o teu humor. Serve para guiá-lo suavemente, sem forçar.
3. Faz uma tarefa finita e profundamente satisfatória
Evita a armadilha do "Vou limpar a casa toda". É assim que o sentimento de sobrecarga entra de fininho. Em vez disso, escolhe uma tarefa pequena e contida, com um fim claro. Reorganiza uma única gaveta. Emoldura finalmente aquele poster que está encostado à parede há meses. Edita as fotografias que adoras mas para as quais nunca olhas. O objetivo não é a perfeição. O objetivo é a conclusão e a dopamina que recebes ao realizar uma tarefa. Quando o tempo te rouba o balanço, acabar alguma coisa devolve-to.
4. Mexe o corpo suavemente, com intenção
O teu corpo continua à espera de movimento, mesmo quando o tempo diz que não podes sair de casa. Mas agora não é altura para treinos de castigo ou forçar a motivação. Pensa em movimento suave e intencional. Alongamentos no chão. Mobilidade. Uma sessão curta de pesos. Até caminhar devagar pela casa enquanto ouves algo calmante faz maravilhas pelo teu estado de espírito. A regra é simples. Deves sentir-te melhor depois, e não destruído. O movimento é regulação de humor, não um teste de disciplina.
5. Reclama um prazer indulgente sem culpa
O mau tempo tem uma forma de transformar o prazer em algo adiado. O clássico "Faço isso quando o tempo melhorar". Não. Faz agora. Cozinha algo demorado e reconfortante. Toma um longo banho de espuma. Vê um filme que já adoras. Lê algo bonito em vez de útil. Acende uma vela. Faz sexo. Canta. Dança. O objetivo não é o escapismo. É escolheres cuidar de ti, aproveitando o prazer que retiras das coisas que amas. E lembra-te: sem culpa.
Um pensamento final
Não precisas de transformar este período em casa num bootcamp de produtividade. Não precisas de emergir transformado, otimizado ou renascido. Às vezes, a coisa mais radical que podes fazer durante semanas de chuva é abrandar, cuidar dos teus sentidos e fazer da tua casa um lugar onde queres habitar. O tempo vai mudar. Muda sempre. Até lá, tens permissão para aproveitar ao máximo o facto de estares cá dentro.
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